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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Ai, se eu te pego" ganha paródia gospel. Assista e comente

Um dos maiores hits do verão, “Ai, se eu te pego” (do cantor sertanejo Michel Teló) recebeu uma versão gospel. A adaptação foi feita pelo músico Josué Figueiredo e a gravação foi realizada pelo grupo Loucuras Gospel.-Clique, Assista e comente…O grupo amazonense disponibilizou o vídeo com a música no dia 12 de janeiro e atualmente já conta com mais de 2500 visualizações.

“Ai, se eu te pego” é uma das músicas mais tocadas em diversas rádios do Brasil e também fora dele. Diversas rádios da Europa, inclusive, apontam-na como uma das mais tocadas. Recentemente Michel Teló lançou a versão especial da música em inglês.

Você é a favor ou não de se fazer versões de músicas seculares para o gospel? -Confira abaixo o vídeo e deixe sua opinião – COMENTE:

A versão gospel recebeu o título de “Deus, eu te quero”

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Dica de filme: O Poder da Graça




Dos mesmos criadores de "A Prova de Fogo" e "Desafiando os Gigantes", Poder da Graça é uma poderosa história sobre perdão com a violência de policiais ao lidar com o crime. O filme conta a história de Mac, que ao perder o filho em um acidente sente raiva de Deus e de todos os outros, guardando amargura e dor por 17 anos. Ele deve unir forças com seu colega de patrulha para superar suas diferenças para ajudar um ao outro.

Até que a morte nos separe

Número de divórcios cresce a cada ano e até dentro da própria igreja surgem casos de separação, o que tem tirado o sono de muitos pastores



Instado pelos fariseus a responder se era lícito a um homem deixar sua mulher por qualquer motivo, Jesus foi enfático: Segundo Ele, apenas em caso de adultério o divórcio seria admitido. O que passasse disso seria devido à "dureza de coração" das pessoas. No momento em que aumenta a quantidade de casamentos dissolvidos, na sociedade em geral e até dentro da Igreja, a fala de Cristo dá mesmo o que pensar. Muito mais casais cristãos se divorciam hoje do que tempos atrás, quando a ideia de uma separação sequer era cogitada pelos evangélicos. A verdade é que o divórcio hoje faz parte da realidade da Igreja.

O Pastor Josué Gonçalves, líder do Ministério Família Debaixo da Graça, afirma: "Sabemos que nem sempre os problemas conjugais podem ser resolvidos. Mas o divórcio nunca deve ser visto como porta de saída, mas sim, como uma saída de emergência".

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, a cada 100 casamentos, 23 são desfeitos, ou seja, 23% dos casais acabam se separando. O mesmo IBGE diz que, de 1940 até 1990, o percentual de pessoas divorciadas, na população em geral, aumentou aproximadamente 15 vezes.

Desde 2007, a burocracia para quem quer se separar diminuiu no Brasil. Agora, não é mais necessário entrar na Justiça – tudo pode ser resolvido nos cartórios de notas. Uma emenda constitucional feita no ano passado simplificou ainda mais esse processo. Em Caruaru o número de separações oficiais aumentou quase o dobro depois das alterações na lei.

Os dados mostram que entre julho de 2010 até o mesmo período deste ano, foram registrados em Caruaru 228 divórcios consensuais (quando há acordo entre o casal) e 312 litigiosos, ou seja, quando uma das partes não aceita a separação. Já de julho de 2009 a julho de 2010, houve bem menos divórcios: 179 consensuais e 109 litigiosos.

A emenda constitucio-nal permite que as pessoas casadas se divorciem independentemente do tempo de casados. Se elas se casarem hoje, podem se divorciar amanhã.

Com tantos casos de separações vindo à tona, a Igreja não poderia deixar de abordar o tema. Em março deste ano, um Concílio Especial na cidade de São José do Mipibu-RN reunindo pastores da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, definiu em que casos o divórcio é permitido entre membros das igrejas. São três: Infidelidade conjugal (a traição propriamente dita), Violência física (em caso de agressões por parte de um dos cônjuges contra o outro) e Abandono do lar (quando o marido, por exemplo, sai de casa e deixa a família).

Nestes casos a pessoa que foi vítima, que sofreu seja com infidelidade, violência física ou abandono do lar, pode casar novamente. O marido ou a mulher que provocou o divórcio não pode ter um novo relacionamento. “Até pode, mas ele ou ela irá sofrer as consequências pelos atos, como, por exemplo, a não aprovação da igreja”, disse o Pr. Ismael Junior que tem uma opinião formada sobre o fim de um relacionamento. “O divórcio é sempre ruim, nunca é bom. Apesar da facilidade hoje para se separar, a Palavra de Deus ainda continua apontando para os malefícios do divórcio”, disse. Ele ainda lembra que “em todos os pontos onde seja possível a separação é uma concessão, não um mandamento bíblico, e mesmo onde há concessão há a necessidade do perdão para se dar continuidade à vida espiritual”, finalizou.

Câmara homenageia 30 anos do Vale da Vila Kennedy

Solenidade aconteceu na Casa Jornalista José Carlos Florêncio


Os 30 anos de existência da Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção da Vila Kennedy foram comemorados em agosto, mas as homenagens ainda seguem.

No último dia 27 de outubro, a Câmara de Vereadores realizou uma Sessão Solene para celebrar as três décadas de atividades da igreja em Caruaru.

A propositura foi do vereador e presidente da Câmara, Lícius Cavalcanti, e foi aprovada pelos demais parlamentares. No requerimento, Lícius justificou o pedido. "A Igreja Congregacional Vale da Bênção da Vila Kennedy construiu durante todos os seus 30 anos de existência uma imagem positiva, transmitindo a todos os seus membros, congregados e visitantes, o Evangelho Salvador de Jesus Cristo, sendo um agente importante na construção de uma sociedade mais justa e qualitativa", disse o vereador que por sinal tem o mesmo bairro como reduto eleitoral.

A solenidade contou com a participação do Coral da Igreja que entoou três louvores. Oficiais como os diáconos Antônio Moisés, Salatiel Rosendo e Aldemir Sales e o presbítero Francisco Mariano ficaram na Mesa de Honra. Além do presidente da Casa, outros vereadores também prestigiaram a Sessão. O vereador Adolfo José, que também é evangélico, leu um trecho do livro de Salmos e deixou uma mensagem de parabéns à Igreja. Rogério Meneses, que também é repentista, recitou um poema sobre o trabalho desenvolvido pela Igreja. A sessão foi transmitida ao vivo pela internet na Tv Criativa.

Durante a solenidade o Pr. Ismael Junior recebeu das mãos de Lícius duas honrarias: uma placa e um troféu fazendo referência ao aniversário de 30 anos da Igreja.

Pioneirismo Congregacional

Primeira Igreja Evangélica no Brasil foi de nossa denominação.
Veja como começou o protestantismo no País


A primeira Igreja Evangélica genuinamente brasileira é datada de 1855, iniciada por Robert Reid Kalley. Mas, 300 anos antes, em 1555, o solo brasileiro já registrava a primeira protestante em seu território. Antes de falarmos sobre Kalley e a primeira igreja evangélica, vamos fazer um balanço sobre os primeiros protestantes a chegarem ao Brasil, durante os períodos colonial e imperial.



Durante três séculos vários países europeus foram alcançados, deixando a Igreja Católica vigilante em relação ao Brasil, sendo que, neste período, houve apenas duas tentativas de entrada dos protestantes no país. Em 1555, Villegaignon, calvinista francês, conquistou a baía da Guanabara e realizou o primeiro culto calvinista no Brasil. Entusiasmado, Calvino enviou para o Brasil o pastor Jean de Lery, que realizou cultos e atos religiosos calvinistas durante os cinco anos de ocupação francesa. Já em 1630, os holandeses conquistam Pernambuco, dominando, por 24 anos, 14 capitanias no nordeste brasileiro. Eram calvinistas e, com a chegada de Maurício de Nassau, implantam a estrutura religiosa calvinista. Até 1654 foram organizadas 24 igrejas e congregações. Foram relativamente tolerantes com os católicos e acabaram também por adotar a escravatura. A experiência terminou com a derrota holandesa.

Já em 1808, com a chegada da família real portuguesa, houve uma “brecha oficial”, que permitia a presença de outra religião além da católica. Nesta mesma época, o protestantismo tradicional ou histórico, onde se incluem as igrejas luteranas, calvinistas e presbiterianas, passava, em todo o mundo, por um processo interno de reavivamento. Com a Revolução Industrial os processos de divulgação da escrita aceleraram e o protestantismo recebeu um forte impulso na difusão da Bíblia o que aumentou o fervor missionário. Não havendo barreira no comércio de Bíblias, a sua divulgação era permitida, assim, o Evangelho era anunciado. Com o avanço do protestantismo, o termo “evangélico” que, no senso comum, quer dizer que seus membros liam o evangelho, passou a ser utilizado para denominar os protestantes.



A primeira tentativa de evangelização por missão aconteceu em 1836, com os metodistas. Dois missionários filiados a Sociedade Bíblica Americana desembarcaram no Rio, com o intuito de distribuir Bíblias. Eles criaram a primeira Igreja Metodista do Brasil, com 40 membros. Só que a esposa de um deles teve problemas de saúde e precisou retornar aos EUA. A igreja desapareceu. Vale ressaltar que, neste início de século XIX, ser protestante no Brasil significava ser clandestino, porque só poderia casar e ser registrado no civil quem fosse católico. Os filhos dos protestantes não tinham direito à cidadania brasileira. Quando morriam, não tinham o direito de serem sepultados nos cemitérios públicos, porque não aceitavam a extrema-unção.

O protestantismo de missão se estabeleceu no Brasil a partir de 1855, com a chegada do casal escocês, Dr Robert Kalley e sua esposa Sarah, que pertenciam a Igreja Evangélica Congregacional. Ele era médico e a esposa professora de música, sendo inclusive autora de vários hinos do Cantor Cristão e Salmos e Hinos. Eles chegaram ao Rio para um trabalho na área social e conseguiram construir a primeira igreja evangélica de missão. Um pouco depois, em 1859, chega ao Brasil o missionário presbiteriano Ashbel Simonton, 26 anos. Ele fazia direito numa faculdade evangélica e, durante o culto, foi desafiado a fazer missão no Brasil. Em 1862, construiu a primeira igreja presbiteriana, que hoje é a Catedral Presbiteriana do Rio. Seu trabalho demorou apenas oito anos, mas foi promissor. Ele fundou várias igrejas, seminário, gráfica e formou outros líderes, entre os quais o ex-padre José Manoel da Conceição, que ganhou milhares de almas para Jesus.

A partir de 1910 chegam as denominações pentecostais, através de um missionário presbiteriano, o italiano Luiggi Francescon, que rompeu com sua igreja e criou em Santo Antonio da Platina (PR). Um ano depois dois missionários batistas formam a Igreja Assembléia de Deus em Belém-PA. Essas duas denominações vão representar o grande crescimento da igreja evangélica no Brasil, na primeira metade do século XX. Finalmente, em 1950, chegam outras denominações ao Brasil, como a Igreja do Evangelho Quadrangular (Cruzada), da qual sai a "O Brasil para Cristo". Mas o grande apogeu da igreja em termos de crescimento numérico nas duas últimas décadas acontece com os chamados neo-pentecostais, como a Universal do Reino de Deus, as comunidades e tantas outras similares.

O Brasil é hoje o país com o maior índice de crescimento da fé evangélica. A soma de todos os evangélicos chega a 46 milhões de pessoas. Hoje, há um crescimento numérico expressivo. A igreja tende a continuar crescendo. Porém, o que preocupa mais hoje, olhando para a história, é a perda de identidade da igreja evangélica brasileira. Há um crescimento em quantidade, mas a qualidade deixa a desejar. Daí a expressão de um teólogo brasileiro, que disse "nós corremos o risco de ter um Brasil inteiro evangelizado, sem, contudo ser transformado".