Busca rápida

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Edição de outubro do Jornal do Vale

Jornal do Vale de outubro

Edição de outubro do Jornal do Vale

domingo, 24 de março de 2013

“Seca: Culpa de Deus ou dos homens?”

Foram 128 municípios pernambucanos decretando estado de emergência por conta da seca. Uma área com uma população de mais de quatro milhões de pessoas. De acordo com levantamento da Secretaria de Agricultura do governo do estado, as perdas ocasionadas pela falta de chuvas superam R$ 500 milhões apenas com a agricultura familiar. A estiagem que atingiu em 2012 não só Pernambuco como todo o Nordeste foi considerada a maior dos últimos 40 anos. A imprensa mostrou diariamente as tragédias da seca. Os criadores de gado foram dos mais afetados. A estimativa é de que o rebanho no estado diminuiu em 15%. Sem chuva, não deu para plantar, muito menos para colher. Com isso, faltou dinheiro para alimentar os animais que, fracos, acabaram morrendo. No Sertão, moradores acostumados com a falta de chuvas, dizem nunca ter visto algo assim antes. No Agreste, a situação foi parecida. A bacia leiteira formada por municípios da região responsáveis por uma das maiores produções do setor no país viu a produção cair em 60%. Até na Zona da Mata, região que há pouco tempo sofreu com as cheias, desta vez passou por maus bocados com a seca. O setor canavieiro somou perdas incalculáveis e que levarão anos para serem recuperadas. Em todo o Nordeste são cerca de R$ 16 bilhões de prejuízos por causa da estiagem. Agricultores, pecuaristas, canavieiros. Homens do campo que têm em comum, além do sofrimento, a fé de que só Deus pode tirá-los dessa. E se é Deus quem manda a chuva, a culpa disso tudo seria divina? Creditar ao Todo-Poderoso a falta de chuvas é querer fugir da responsabilidade humana. O problema da seca não é de hoje. Luiz Gonzaga já cantava no início da carreira o drama do povo nordestino com a estiagem que já assolava a região. Há décadas o problema vai e volta e o poder público não consegue (ou não quer) resolver isso. Prefeitos, vereadores, deputados, governadores. Todos aparecem quando a seca vem com força. Os governos oferecem carros pipa, construção de cisternas, sementes para o homem do campo plantar. O problema é que se gasta muito mais com recuperação do que com prevenção. A seca parece ser ainda a bandeira eleitoreira de muitos políticos. A seca é um fenômeno natural e jamais ninguém poderá modificar isto. Entretanto, as consequências advindas da seca no Nordeste “poderiam ou não” ser minimizadas. Sem a vontade verdadeira dos poderosos políticos, fica difícil reagir diante a tamanha devassidão advinda da seca no Sertão. A culpa de vivermos ainda os horrores da seca é dessa política ultrapassada baseada no Carro Pipa, na construção das Cisternas, “que nunca enchem”. Seca é sinônimo de “VOTO GARANTIDO”. Um carro pipa aqui, uma cisterna ali, e muitos votos computados, permanecendo a pobreza. Á água é a base para o desenvolvimento de qualquer comunidade. Se houvesse mais vontade, compromisso e atitude, os problemas com a estiagem poderiam ser resolvidos. Obras como a transposição do Rio São Francisco e da Adutora do Agreste que há anos não ficam prontas poderiam muito bem aliviar a vida do nordestino sofredor. Se Deus tem alguma “culpa” nessa história toda é só por ter inventado esses políticos que sujam nossa história, que buscam ganhar com a desgraça alheia. Que Ele tenha piedade de nós e deles também.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Edição de março de 2013

Após algum tempo sem atualizações, voltamos a postar no blog. Aqui vocês conferem a edição digital de março de 2013 do Jornal do Vale.